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História do Município
Aspecto Histórico

Conta-se que por volta do ano de 1535, aproximadamente, foi aberto um sítio no lugar denominado Una de Santa Maria, habitado por índios até 1759 quando, em conseqüência do decreto do Marquês de Pombal que obrigava os padres jesuítas a deixarem as aldeias, os que não morreram abandonaram o sítio e refugiaram-se em matas virgens. Depois vieram outros fazendeiros que abriram fazendas com mão escrava: mas a colonização sistemática de Santa Leopoldina foi iniciada em 1856, quando o Conselheiro Couto Ferraz, Ministro do Império, autorizou a demarcação de uma área de 567 km2, a margem do Rio Santa Maria, para a fundação de uma colônia de imigrantes.

No ano de 1857 chegaram os primeiros imigrantes Suíços entre eles vieram alemães, pomeranos, austríacos entre eles de outras nacionalidades mas de língua alemã. Poucos anos depois, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes. Assim, em 1860, D. Pedro II chega de canoa acompanhado pela comitiva da qual se destacava o Marques de Tamandaré. Percorreu alguns trechos do território em colonização, tendo o inesquecível Dr. Luiz Holzmeister como intérprete. Com o progresso da colônia, tornou-se inevitável à formação de um povoado no local em que havia permanente baldeamento de mercadorias entre os dois sistemas de transporte que se completavam. Com os primeiros ranchos de tropa, armazéns de carga e postos de abastecimento, surgiu o Porto de Cachoeiro que, em 1867, tornou-se a Sede Oficial da Colônia com a denominação de Cachoeiro de Santa Leopoldina, deu-se o nome de Cachoeiro devido sua localização da Sede, que se encontrava no local onde o rio deixava de ser encachoeirado. E durante mais ou menos cinqüenta anos, o movimento de exportação e importação foi firmemente mantido em animado ritmo. Cachoeiro de Santa Leopoldina chegou a ser a 3ª colônia mais populosa do império. O comércio intenso e o casario ao gosto neoclássico que se erguia fizeram com que, em 1882, a colônia se emancipasse.

Pela Lei nº 21 de 04/04/1884 foi instituída Município e, em 17/04/1887, instalou-se oficialmente o Município por meio da Câmara Municipal, constituída de seis Vereadores: Alferes José das Neves Fraga (Presidente), Antônio José de Araújo (Vice-Presidente), Luiz Holzmeister, Gustavo Pinto do Nascimento, Antônio Correia do Nascimento e Domingos Francisco Lima. Cachoeiro de Santa Leopoldina se destacou em tudo: apenas onze anos após a grande invenção de Alexandre Graham Bell, o telefone, dava os primeiros passos no Rio de Janeiro e já funcionava em Santa Leopoldina, passando pelas ruas Costa Pereira e Taunay Telles, nos termos da autorização da Câmara Municipal constante do Ofício nº 79, de 31 de outubro de 1887. Em 1889, instalou-se a Comarca pelo Dr. Domingos Marcondes de Andrade, seu primeiro Juiz de Direito, cargo que no ano seguinte foi exercido pelo jovem Graça Aranha que aí se inspirou para escrever o famoso romance Canaã.

Cachoeiro de Santa Leopoldina tornou-se o maior empório comercial do Espírito Santo. Grandes firmas da Europa despachavam seus viajantes diretamente ao Porto de Cachoeiro. Só depois que faziam esta praça é que visitavam Vitória, a Capital.
O grande movimento assegurou uma posição social de relevo. Suas festas eram muito concorridas. Vinham pessoas até do Rio de Janeiro na época do Carnaval. As ruas ficavam multicoloridas de confetes e serpentinas. Brasil Acorda e Rosa do Sertão eram os blocos carnavalescos mais animados.. O primeiro Prefeito foi Duarte de Carvalho Amarante e seu mandato durou de 1914 a 1916.

Em 1919, Santa Leopoldina viu roncar em suas serras os primeiros caminhões da época, Saurer e Mullang, tão logo foi inaugurada a rodovia Bernardino Monteiro que liga Santa Leopoldina à Santa Teresa. Um desses caminhões foi adaptado para o transporte de passageiros. Foi o primeiro ônibus da região e como tinha de subir muito, serra acima, deram-lhe o apelido de “Alpino”.
Na mesma data, inaugurou-se o serviço de iluminação pública da cidade. Em 1930, foi inaugurada a rodovia que liga Santa Leopoldina a Cariacica. Ao contrário do que se imaginava, apagaram-se os dias de glória e esplendor, pois o esteio da economia era o Rio Santa Maria da Vitória e não a rodovia como se supunha.

“Porto de Cachoeiro era limite de 2 mundos que se tocavam. Uma traduzia, na paisagem triste e esbatida do nascente, o passado, onde a marca do cansaço se gravava nas coisas minguadas. Aí se viam destroços de fazendas, casas abandonadas, senzalas em ruínas, capelas, tudo com o perfume e a sagração da morte. A Cachoeira é um marco.
E para o outro lado dela o conjunto do panorama rasgava-se mais forte e tenebroso. Era uma terra nova, pronta a abrigar a avalancha que vinha das regiões frias do outro hemisfério e lhe descia aos seios quentes fartos, e que ali havia de germinar o futuro povo que cobriria um dia todo o solo...”(CANAÃ – Graça Aranha)”.


Evolução Politica do Município

Os cargos de Vereador e Prefeito Municipal foram criados pela Reforma Constitucional de 13 de maio de 1913. Anteriormente, os Poderes Legislativo e Executivo eram exercidos pelo Conselho de Intendência, e um Intendente Geral, que era executor das Resoluções do Conselho, de conformidade com a Constituição Estadual, de 20 de junho de 1891. A Constituição do Estado, de 2 de maio de 1892, determinou que os negócios dos Municípios seriam geridos por uma corporação com o título de Governadores municipais, sendo o presidente escolhido entre eles, cujo número era de sete. Assim, entre outros, foram governadores municipais: Sérgio Loretto, Sebastião Alberto, Volkart Luiz Holzmeister, Alberto Stange, sendo eleitos por sufrágio direto. O mandato de Vereadores era de quatro anos, e o de Prefeito Municipal de dois anos, eleitos por sufrágio direto, atendendo aos ditames da Reforma Constitucional de 1913.
Foram Prefeitos Municipais:
1914 a 1916 – Duarte de Carvalho Amarante
1916 a 1918 – Luiz Holzmeister
1918 – Hortêncio da Silva Coutinho (de 23/05 a 05/09)
1918 – Alberto Stange (de 06/09 a 18/12)
1918 a 1920 – Otávio Índio do Brasil Peixoto
1920 – Dr. Otávio Lengruber (de 02/06 a 10/08)
1920 a 1922 – Francisco Alfredo Vervloet
1922 a 1924 – Otávio Índio do Brasil Peixoto
1925 a 1928 – Francisco Alfredo Vervloet
1928 a 1930 – Carlos João Avancini

Com a vitória da Revolução de 1930, assumiu a direção do Município a Junta Governativa com os senhores:
Porfírio José Furtado de Mendonça
João Daniel Nunes Pereira
André de Bezerra Lima
Esta Junta foi sucedida por Porfírio José Furtado de Mendonça – que exerceu o mandato de 1930 a 1933.
1933 a 1936 – Napoleão Fontenele da Silveira
1936 a 1938 – Djalma Coutinho
1938 a 1946 – César Muller
1946 – Aristóteles Gama (de 03/04 a 03/07)
1946 a 1948 – Edgard Valdetaro
1948 a 1950 – Francisco Schwarz
1950 a 1951 – Carlos Brunow (de 28/12 a 31/01)
1951 a 1955 – José João Robers
1959 a 1962 – Ricardo Luiz Pagung
1962 a 1967 – Luiz Antônio de Almeida
1967 a 1971 – Paulo Antônio Médice
1971 a 1973 – Inimah Ponche
1973 a 1977 – Paulo Antônio Médice
1977 a 1983 – Argeo João Uliana
1983 a 1988 – Helmar Potratz (até maio de 1988)
1988 – Alfredo Leppaus (maio a 31 de dezembro de 1988)
1989 a 1992 – Hélio Nascimento Rocha
1993 a 1996 – Alfredo Leppaus
1996 a 1999 – Hélio Nascimento Rocha (até agosto de 1999)
1999 a 2000 – Lourival Krauser (agosto a 31 de dezembro de 2000)
2001 a 2004 – Idemar Jair Entringer (no primeiro semestre de 2004 deixou o cargo de prefeito) 2004 - Toma posso como prefeito o então presidente da Câmara José Roberto da Rocha Monteiro, o Roque.
2005 a 2008 Fernando Castro Rocha
2009 a 2011 – Ronaldo Martins Prudêncio
2011 a 2016 - Romero Luiz Endringer
2017 a 2020 - Valdemar Luiz Horbelt Coutinho (Vavá)


No ano de 2004 com a nova lei diminuiu a quantidade de Vereadores de 13 para 9 vereadores. Eleito no ano de 2005 os seguintes vereadores: Marcos Adriano Rauta, José Roberto da Rocha, Ângela Leppaus, José Ronildo, Darley Espindula, Carlos França, Arnaldo Nickel, Waldemiro Bathr, Rubens Leppaus.

Em 2008 foram eleitos para o pleito 2009/2012 os seguintes vereadores: Presidente - Darley Jansen Espindula, Vice-Presidente - Janiço João Vervloet, Secretário – José Ronildo Silveira, Tesoureiro – Marcos Adriano Rauta, Hilário Steiner, Valdemiro Barth, Rubens Lepaus, José Lúcio Batista e a Vereadora Ângela Maria Schultz Leppaus.


Elevação de Vila para Cidade

A Vila do Cachoeiro de Santa Leopoldina foi elevada a atual categoria de cidade pelo Decreto Estadual nº 12, de 17 de abril de 1890.

Criação dos Distritos – Distrito da Sede – Lei Provincial nº 21, de 04 de abril de 1884.
Distrito de Mangaraí, Djalma Coutinho e Jetibá (Hoje Santa Maria de Jetibá) – Lei Provincial nº 24, de 17 de setembro de 1888.

O Município de Santa Leopoldina está dividido em três Distritos sendo eles: Sede, Djalma Coutinho e Mangaraí.
Por sua vez, são formados por várias comunidades:

Sede: Santa Leopoldina, Chaves, Rio do Norte, Santo Antônio, Rio da Prata, Pedra Branca, Caioaba, Ribeiro Limpo, Luxemburgo, Rio das Farinhas, Caramuru de Baixo, Caramuru, Rio Bonito, Cabeceira do Rio Bonito, Timbuí Seco, Cavu, Crubixá, Ribeirão dos Pardos, Bragança, Luxemburgo de Baixo, Alto Jetibá, Cabeceira de Suíça, Rio das Pedras, Córrego das Pedras e Crubixá-Açu.


Djalma Coutinho: Santa Lúcia, Encantado, Encruso, Carneiros, Bom Futuro e Colina Verde.

Mangaraí: Barra de Mangaraí, Mangaraí, Retiro, Rio do Meio, Boqueirão do Santilho, Holanda, Meia Légua, Holandinha, Califórnia, Boqueirão do Thomas, Tirol, Alto Califórnia, Regência, Três Pontes, Vargem Grande, Campo Ribeiro e Capitania.


Formação Municipal

Desmembramento do Município o atual território do Município de Santa Teresa – Ato do Governo Estadual nº 57, de 25/11/1890.
Desmembramento do Município o território atual do Município de Afonso Cláudio pelo Decreto Estadual nº 53, de 20/11/1891.
Desmembramento do Município o território da Vila de Pau Gigante (hoje Ibiraçu), pelo Decreto Estadual nº 25, de 11/09/1891.
Desmembramento do Município do território do Município de Santa Maria de jetibá em 06 de maio de 1988, pela Lei nº 4.067.


Formação Judiciária

A Comarca foi instalada em 24/12/1889, por ordem do Governador de Estado, Dr. Afonso Cláudio de Freitas Rosa, sendo o seu primeiro Juiz, o Dr. Domingos Marcondes de Andrade.

Civismo – Bandeira do Município – Lei nº447
O Prefeito Municipal de Santa Leopoldina, Estado do Espírito Santo.
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art.1º - Fica instituída a Bandeira do Município de Santa Leopoldina, Estado do Espírito Santo, de forma retangular, nas cores verde, amarelo e branco, com o Brasão do Município no centro.
Art.2º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito Municipal de Santa Leopoldina, 19 de março de 1980. Assina: Argeo João Uliana (Prefeito Municipal).


Município teve o maior território do Estado

Santa Leopoldina foi o município de maior extensão territorial do Espírito Santo até 1890, quando parte de sua área foi desmembrada para chamada Comuna de Santa Teresa. Um ano depois, mais duas grandes áreas se desligaram para a formação dos municípios de Afonso Claudio e Itaguaçu. Hoje, santa Leopoldina conta com uma área de 724 quilômetros quadrados, dos quais 57% têm declividade entre 30% e 100%. Além da Sede, tem dois distritos de Djalma Coutinho e Mangaraí.

O relevo é montanhoso e modelado com rochas cristalinas. A parte Noroeste é sensivelmente mais elevada, com altitudes que atingem 1200 metros. As principais serras são Tijuco Preto, Bragança, Circo Feliz, Pedra Branca, Pelada e da Chave. Os morros de maior altitude são o Scoefer, o Afonso, Magu, de 950 m, e o Pico da Andorinha. O contorno do município lembra “uma grande folha irregular, em que a nervura principal é o Rio Santa Maria da Vitória e, as nervuras secundárias, seus numerosos afluentes”, define o escritor João Ribas da Costa, em seu livro Canoeiros do Rio Santa Maria.

Os destaques da formação hidrográfica são os rios Reis Magos e Santa Maria da Vitória, correndo por 219,2 e 504,8 quilômetros quadrados, respectivamente. Há também outros rios: Mangaraí, Caramuru e das Farinhas, segundo o departamento Estadual de Estatística (DEE). Santa Leopoldina abriga a estação Hidrelétrica de Suíça, que mantêm produção média anual de 99.479,5 KWH.


A Imigração Européia

A política de imigração para o Brasil iniciou-se em 1808, mas somente em 1856 foi criada a Colônia de Santa Leopoldina. Em 15 de dezembro de 1855, o conselheiro Luís Pereira do Conto Ferraz, então Ministro do interior do império, comunicava, através de Ofício, ao Presidente da Província do Espírito Santo, Dr. José Maurício Fernandes Pereira de Barros, a resolução de fundar na região, da Cachoeira do Rio Santa Maria, uma Colônia de estrangeiros. Em 27 de fevereiro, o aviso de nº 10, determinou que o Presidente da província do Espírito Santo autorizasse a demarcação e medição do terreno compreendido entre Cachoeira Grande e a de José Cláudio, numa extensão de 567 Km² para fundar a Colônia.
O Presidente da Província escalou o engenheiro João José da Sepúlvida e Vasconcelos para informa-se das condições da região. Esse trabalho foi realizado por um grupo de trabalhadores comandados pelo engenheiro Amélio Pralon.
As terras foram demarcadas, examinadas e as plantas levantadas.
Uma vez estabelecido os limites, essa extensão deveria, tal área, ser dividida em lotes de 62.500 braças quadradas (antiga unidade de comprimento equivalente a 2,2 metros). O local onde iria se fixar à população deveria ter 500.000 braças quadradas, com designação dos locais das igrejas, praças etc...
Ordenou-se também que se fizesse no local destinado à praça, um barracão fechado, com divisões internas para acomodar as 50 primeiras famílias de imigrantes.
A seu lado deveria ser construída uma casa para o diretor da Colônia e armazenagem de alimentos, as picadas deveriam ter 10 palmos de largura.
Os primeiros imigrantes chegaram em março de 1857, e eram 160 suíços, transferidos de Ubatuba, Província de São Paulo. Eles foram assentados na região montanhosa situada à margem do Rio Santa Maria, quatro milhas acima de Cachoeira do Funil. O local foi batizado pelos colonos com o nome de Suíça. Formou-se aí a primeira região de Santa Leopoldina, povoada por imigrantes estrangeiros.
No ano seguinte, chegaram mais 222 imigrantes, já agora alemães, luxemburgueses e tiroleses. O grosso da colonização seria a partir de 1859, de Prussianos (da Província da Pomerânia).

Nove etnias formam a população do Município, sendo elas: Negros, Portugueses, Suíços, Austríacos, Luxemburgueses, Holandeses, Italianos, Alemães e Pomeranos.

Índios – Quando os portugueses aqui chegaram, em meados de 1535; Vários grupos indígenas aqui viviam. No nosso Município, existiam os índios Goitacazes, que falavam a língua Ge e Macrogê, que viviam nas aldeias indígenas no sítio do Una, antes da colonização sistemática da Colônia de Santa Leopoldina. Nesta área, antes da colonização, segundo o Padre José Hildelen, habitava o elemento indígena, tendo havido, no século XVI, duas importantes aldeias, orientadas pelos Padres Antônio da Rocha e Diogo Jácome, auxiliados pelo irmão coadjutor Pedro Gonçalves, os quais conseguiam juntas nas citadas aldeias mais de 1.500 índios. O Padre Diogo Jácome e o irmão Pedro Gonçalves faleceram em 1564, vitimados por epidemia que
Fotos:
Casario atual







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